Tags archives: Músico Independente

  • O erro mais comum que músicos cometem quando compartilham suas músicas novas

  •  O erro mais comum que músicos cometem quando compartilham suas músicas novas

    Não saia publicando todos os links para o seu som novo nas plataformas digitais!

    Você está lançando uma música nova. Você está ansioso e quer compartilhar com o mundo. Então faz sentido que você queira postar TODOS os links, de cada plataforma de streaming em que seu som estiver disponível, quando for mandar um e-mail para os fãs, ou postar nas redes sociais. Mas esse NÃO é o melhor jeito de divulgar seu som novo.

    Você pode achar que está fazendo um serviço, oferecendo várias opções de onde ouvir, com links para Spotify, Apple Music e YouTube. Mas, na verdade, sair por aí jogando links de balde pode ser ruim para sua divulgação.

    Tudo sobre HearNow: Um site elegante para o seu lançamento!

    Fazer um e-mail ou post com vários links para plataformas diferentes pode ter esses efeitos negativos:

    • Diminuir o grau de entrega do seu email,  porque sua mensagem pode ser identificada como propaganda, e iir para numa aba do Gmail chamada Promotions, que menos pessoas olham. E isso vai fazer com que seu email seja menos lido. Você quer que seu email vá para a caixa de entrada normal, ao lado dos emails que todo mundo lê;
    • Destruir o alcance orgânico do seu post nas redes sociais. Você quer que as pessoas vejam seus posts nas redes sociais sem ter de pagar por isso, certo? Por mais que o  alcance orgânico não seja hoje tão grande quanto já foi, ele ainda é uma ferramenta importante para fazer seu som chegar até os fãs, ou conquistar novos ouvintes
    • Ficar parecendo uma mensagem entulhada. Você não quer que o primeiro contato com você na internet deixe a impressão de “Uau, que bagunça.”

    Como você pode direcionar ouvintes para as plataformas prediletas deles?

    Use um smart-link!

    Um smart-link é uma página que reúne todos os links importantes em um só lugar, daí você só precisa postar um link, onde vão estar disponíveis todas as plataformas para ouvir seu som.

    Seu smart-link vai funcionar como uma central para todas as plataformas e páginas relevantes, e isso inclui:

    • Plataformas de streaming 
    • Perfis em redes sociais
    • Seu site e suas páginas no Bandcamp, Bandsintown, etc.
    • Sites onde fãs podem contribuir com doações, como PayPal, Venmo, Patreon, etc.
    • E até links para a sua loja de produtos físicos, se você estiver vendendo CDs ou discos de vinil na Amazon

    A HearNow anunciou a criação de um link para doação dentro do seu site promocional.

    Como fazer um smart-link? 

    Os clientes da CD Baby têm acesso à HearNow — então criar um smart-link vai ser simples com essa ferramenta. Você pode até ver uma prévia do smart-link, ali dentro da sua conta da  CD Baby mesmo.

    O erro mais comum que músicos cometem quando compartilham suas músicas novas

    Veja como construir uma página HearNow para sua música:

    1. Faça login em sua conta com a CD Baby

    2. Escolha um de seus novos lançamentos para promover e clique em “Looks Awesome. Sign me up!”

    Como usar a HearNow

     

    Como usar o HearNow

    3. Crie ou faça login em sua conta na HearNow.

    o que é a HearNow

    4. Escolha o plano anual e defina seu URL da web.


    5. Na seção de pagamento, clique no texto que diz ‘Add Coupon Code’, no canto superior direito. Insira o cupom: ONEYEARNOW (válido até 9 de dezembro).

    como usar o HearNow

    6. Na sequecência, preencha os dados e clique “Create my site”

    como usar o HearNow

    Depois disso, você pode customizar a sua página! E pronto. Agora é divulgar divulgar divulgar!

    Seu smart-link da Your HearNow é o jeito mais prático para os fãs se engajarem com seu som.  Não dificulte a vida dos fãs (e ainda mais de quem ainda nem é seu fã). Facilite a vida de quem quer te conhecer, te ouvir, comprar seus produtos e (um dia) ver uma apresentação sua ao vivo. Reúna tudo isso em um lugar só.

    Veja como ficaria sua página na HearNow !

  • O Dicionário Moderno da Música

  • Glossário moderno da Música

    Eis algumas das palavras que você precisa saber para conhecer o mercado da música hoje em dia

    Assim como qualquer outro mercado ligado ao entretenimento, a música está em constante mudança. E essa mudança traz com ela a invenção de novos termos e palavras, para definir facetas novas do processo de composição, gravação, turnê etc. Às vezes, palavras que já existem caem em desuso e ganham uma nova versão. 

    Isso tudo pode causar uma confusão! É difícil tentar acompanhar os termos e gírias da vez. É por isso que a gente compilou aqui um pequeno dicionário para você usar em momentos de dúvida. Esse post é uma obra em construção: nós vamos continuar adicionando novos termos e palavras conforme eles forem surgindo, e pode deixar nos comentários suas dúvidas sobre palavras ou frases que você viu por aí e não entendeu. Esperamos que você salve essa página e volte aqui quando estiver encafifado!

    Termos e palavras da música moderna, para você ter na ponta da língua

    Content ID: o Content ID — que vale para todas as gravadoras e artistas — é a maneira como o YouTube tira a “impressão digital” da sua música, e depois procura em todos os vídeos da plataforma para identificar se ela é usada em algum (mesmo que sua música seja usada em vídeos que você não publicou)

    Asset:  No mundo do YouTube, um “asset” ou um “recurso” é o nome que se dá ao tipo de arquivo que contém as informações sobre propriedade intelectual que um proprietário de conteúdo forneceu ao YouTube para gerenciamento de direitos. Um recurso de fonograma, por exemplo, leva pra dentro do YouTube metadados como o UPC, ISRC, artista e álbum. É usando o asset que o Youtube gera e armazena a tal da “impressão digital” do seu conteúdo, que será usada pelo Content ID para identificar usos do seu trabalho.

    Beatmaker: Uma pessoa que cria as batidas de hip-hop, dance music, funk e outros gêneros musicais que se baseiam em sintetizadores. Os Beatmakers geralmente usam samples, trechos de músicas antigas, ou captam sons de shows ao vivo para criar batidas que serão usadas repetidas, para fazer o ritmo de uma música. Um beatmaker às vezes ganha o crédito de produção das músicas em que trabalha.

    Bit rate, ou taxa de bits: O número de bits por segundo (medido em kilobits por segundo, ou kbps) que existe dentro de um arquivo de áudio, e que vai definir o tanto de informação que o arquivo tem. Um arquivo com uma bit rate maior vai ter mais informação e, portanto, vai ter uma qualidade de som melhor (pelos menos teoricamente). As taxas de bit mais comuns são a “soltinha” MP3s, de 320 kbps, e  os arquivos “impecáveis” de 1411 kbps, em WAV, ou também variações de 900 kbps, tipo arquivos FLAC.

    Claim ou Reivindicação:  No mundo do YouTube, este é o aviso que o usuário recebe quando o YouTube identifica, por meio do Content ID, que um vídeo utiliza um material que faz parte de um programa de monetização e está protegido por direitos. Não significa que o seu vídeo foi nem será bloqueado e (importantíssimo!) não  é um strike – aliás, quando você opta pela monetização no YouTube com a CD Baby, é normal receber este aviso em seus próprios vídeos. Não se preocupe! Isso não significa que temos direitos sobre o seu material, apenas que o administramos para você. Receber esta mensagem é sinal de que o programa está funcionando corretamente.

    DAW: Digital audio workstation, ou estação de áudio digital. Os equipamentos eletrônicos e os programas (ou uma combinação dos dois) que são usados para gravar, editar e fazer o processo de engenharia de um arquivo de som. Esse termo pode ser usado tanto para um estúdio profissional quanto para as versões caseiras. As evoluções dos DAWs incluem ferramentas como o Pro Tools, e permitiu que nos últimos 20 anos muitas pessoas tenham um DAW em casa.

    Distribuidor(a)/Agregador(a): Uma empresa que distribui sua música para Digital Service Providers (nós vamos explicar o que é ali embaixo) como Spotify e Apple Music. Um distribuidor de respeito não só distribuir sua música para as plataformas, como também oferece serviços como monetização e administração dos seus direitos editoriais (que nós vamos explicar aqui embaixo). Por exemplo: a CD Baby é a melhor distribuidora de música do mundo, porque eles ajudam os artistas a distribuir, monetizar e divulgar o seu som!

    Drop: O verbo “drop” em inglês significa “soltar”, e virou gíria para lançar uma música nova. Por exemplo: “O single dropa na sexta!” O verbo “to drop” também é usado na cena eletrônica para o momento em que a música chega ao momento com o baixo mais intenso.

    DSP: Digital service provider, ou provedor de serviços digitais. As plataformas digitais que vão sediar sua música para ser ouvida em streaming, ser baixada com downloads, ou ambos. Por exemplo:  Spotify, Apple Music, Amazon Music.

    Ep: Lançamentos com menos de 30 minutos no total e no máximo 6 faixas.

    Hi-res: Áudio em alta resolução. Qualquer arquivo de áudio que tenha uma qualidade maior do que a média do mercado, que é de 16-bit e 44.1 kHz. Um exemplo de qualidade de áudio em alta resolução, mandado para plataformas como o iTunes é de 24-bit, 44.1 ou 96 kHz.

    Influencer: Alguém que conhece muito de algum assunto e tem muitos seguidores, e por isso pode influenciar as pessoas a comprar algo, ou mesmo a criar tendências dentro de uma comunidade. Os influencers geralmente usam as redes sociais para externalizar sua voz. Por exemplo: um influencer do mundo da música pode ser um crítico que escreve sobre lançamentos, um executivo do mercado fonográfico que vai contratar ou não artistas ou ainda um criador de vídeos de YouTube que tem centenas de milhares de seguidores. 

    ISRC: The International Standard Recording Code (ISRC) ou “Código Internacional de Gravação Padrão” é um código padrão internacional para a identificação única de gravações de som e videoclipes. Um ISRC identifica uma gravação específica.

    Live stream, ou só Live (que é um verbo e um substantivo): Qualquer mídia (vídeo, áudio ou a mistura dos dois) que é transmitida conforme é gravada. Os músicos fazem lives no lugar de shows durante esse período em que a gente não pode se aglomerar.

    Licença de Sincronização: Licença de sincronização, ou “Sincronização“, refere-se ao uso de música em filmes, televisão, publicidade, anúncios, video games, apresentações, vídeos no YouTube ou em qualquer outro produto em que se utilizam música e imagens em movimento.

    Monetizar (verbo); monetização (substantivo): Gerar renda com mídias digitais. A monetização pode ser algo simples, tipo o dinheiro que você ganha quando seu som é tocado nas plataformas de streaming ou a parcela da renda que você recebe do YouTube, gerada pelos anúncios que são colocados nos seus vídeos.

    Pre-add (Apple Music): Essa é a versão do Apple Music do “pre-save”. Funciona basicamente da mesma forma que o recurso do Spotify para o usuário, que simplesmente adiciona sua música à lista de reprodução antes de ser lançada e pode então ouvir o álbum inteiro na data de lançamento.

    Pre-Save (Spotify & Deezer): Recurso permite aos usuários salvar uma música ou um álbum inteiro em sua fila, através de um link, antes de ser lançado. Isso é conveniente tanto para o artista quanto para o usuário.

    Produtor ou Produtora (Musical e Fonográfico): Tradicionalmente, é um profissional ou uma profissional que fica no estúdio junto com a banda e com os artistas, e guia o processo de gravação. O produtor musical é quem é contratado por um artista ou banda para produzir a música, arranjos, idéias, ele acompanha todo o processo desde a criação até a gravação. Já o Produtor Fonográfico é o detentor de direitos do fonograma.

    Publishing administration/administrador de direitos autorais de obras musicais (no Brasil “editora”) É quem recolhe a renda gerada pelo uso de uma música em rádio, shows ao vivo ou qualquer outro uso feito da música que você escreveu. No Brasil esta mesma definição é considerada uma editora.

    Sample:  Na música, sample (“amostra” em português) é a  reutilização de uma parte de uma gravação de som em outra gravação. … Sampling é a base do hip hop, que surgiu com os produtores dos anos 1980 fazendo samples de discos de funk e soul.

    Single: na época em que o disco de vinil era o único formato de distribuição de música, o single era um disquinho com uma música de um lado e outra música de outro. Na era da música digital, um single é geralmente uma única música que é lançada sozinha nas plataformas digitais (ou DSPs). Essa música pode ser uma prévia de um álbum que vai sair, ou pode ser só um som que você quer lançar individualmente, e se afastar do modelo de lançamento single-depois-álbum.

    Streamers: Aquele que faz ” live stream”, em português “transmissão”.

    Topline: A melodia principal de uma música, cantada pelo vocalista ou pela vocalista. Ela geralmente vai virar um “gancho”, quando repetida e acompanhada de instrumentos musicais. É a parte mais pegajosa da música, aquela que não sai da sua cabeça.

    UPC: Um código de barras UPC é um número de série exclusivo de 12 dígitos que identifica seu produto específico entre todos os outros produtos no mercado. Todos os lançamentos requerem um código de barras UPC.

    VST: Virtual Studio Technology, ou tecnologia de estúdio virtual..Os programas e softwares usados nos DAWs para simular efeitos sonoros que geralmente só seriam possíveis de reproduzir em um estúdio convencional, e não num computador. O VST foi outro passo importante para que os estúdios caseiros tenham evoluído muito.

    YouTuber: Um criador ou uma criadora de conteúdo que faz vídeos para o YouTube. O YouTube virou uma plataforma muito popular no fim da década de 2000, e nos anos 2010 virou uma indústria, onde milhões de pessoas têm seus próprios canais, geralmente focados em um assunto específico. Os YouTubers fazem lives de música, respondem a dúvidas do público etc., ou publicam vídeos que já tinham gravado antes, falando sobre música.

  • Lautmusik: com o aval do The Cure

  • O The Cure passou pelo Brasil, onde fez dois shows, um em São Paulo e outro, no Rio de Janeiro. Depois de 17 anos sem passar pelo país, a banda rodou acompanhada de duas bandas independentes locais, que foram escolhidas pelo próprio vocalista, o lendário Robert Smith.

    “Sempre gosto de escolher a banda local”, justificou. “Pedi ajuda do pessoal da banda, mas à noite eu colocava os fones de ouvido e ficava curtindo. Fizemos a seleção baseados em dois pontos principais. O primeiro era tentar dar espaço para novas bandas. O segundo é que as bandas criassem uma boa atmosfera para subirmos ao palco.”

    E as tais bandas selecionadas foram Herod Layne e Lautmusik. Aproveitamos e conversamos com a vocalista Alessandra Lehmen e o baterista Rodrigo Prati, da Lautmusik, que utiliza nossos serviços e tem o seu álbum distribuído pelo CD Baby.

    72864_10152715849120268_958040960_n
    Como foi saber que um ídolo de vocês escolheu os shows de abertura de sua tour e que vocês seriam uma das bandas?

    Alessandra: Foi extraordinário. Ainda pré-adolescente, fui ao show de 1987, no Gigantinho, em Porto Alegre. Foi o primeiro grande show da minha vida, e jamais poderia sonhar em dividir o palco com aquelas pessoas. Depois de receber o telefonema da produtora (no escritório, num final de tarde modorrento), devo ter demorado, no mínimo, 24 horas pra processar a notícia.

    Rodrigo: Como disse a Alessandra pra mim ao telefone, segundos antes de me dar a notícia: “Tu estás sentado?”. É muito difícil descrever a montanha-russa emocional – euforia e incredulidade completa talvez sirvam. Depois de algum tempo, passada a sensação de se estar sonhando e calculado o tamanho do estrago que poderia ser, trabalhamos como cavalos e ensaiamos aqueles 30 minutos à exaustão. As duas semanas que se seguiram foram de pouco sono e muito foco. O evento não merecia nada menos do que a nossa melhor performance. Apesar das derivações, amadurecimentos ao longo dos anos e influências de cada integrante, o nosso som tem DNA “robertsmithiniano”, e talvez o próprio tenha escutado isso, sem que soássemos nem de longe como clones. Segundo o próprio Robert Smith, sobre as razões de nos ter escolhido: “eu apenas queria vê-los tocar”. Pessoalmente, não consigo imaginar um prêmio artisticamente maior do que escutar essa frase.

    72124_10152715849190268_2134756405_n
    Para a carreira de uma banda independente, o que significa abrir um show deste porte?

    A: Pra mim, significa que a distância entre as bandas independentes e as vinculadas a gravadoras diminuiu. Com a tecnologia hoje disponível, dá pra produzir material de qualidade a custo razoável e ser ouvido no mundo todo (até por um ídolo!). Significa também que fazer músicas para agradar a si próprio, sem calcular a reação do público, pode dar muitos frutos – ainda que não planejados.

    R: Significa que deu certo. Ser independente é excelente, significa que se é livre pra se fazer o que quiser, quando quiser, e eu acho que fizemos excelente uso dessa liberdade. O combustível pra esse grande esforço de duas semanas de ensaios pro show veio da constatação de que tudo que havia sido feito antes – nossas escolhas artísticas, aprendizado, ritmo de ensaios e gravações (desde 2006!) -resultaram num magnífico e escancarado acerto. Isso é recompensador demais e vai catalisar ainda mais produção. Já estamos empolgados com o que estamos compondo e em breve gravando. Não sei se estamos de olho em carreira tanto quanto obcecados por fazer mais música que nos agrade, e que tudo fique registrado com qualidade, coisa da qual nunca abrimos mão.

    [hana-code-insert name=’musica-digital’ /]

    Foi difícil enfrentar um público que estava lá para ver outra banda?

    A: Estávamos preparados pra que fosse difícil, porque sabemos da “maldição da banda de abertura”: o público é naturalmente impaciente pelo show de quem está lá pra ver. Não foi nada disso, poré. Tocamos pra um Anhembi já praticamente lotado e a reação do público foi ótima. Acho que nos empolgamos mutuamente. Sequer ficamos nervosos, mas isso porque só notamos no fim do show que o Robert Smith, o Roger O’Donnell e o Reeves Gabrels assistiram ao discretamente do backstage.

    R: Sinceramente, não. Acreditamos muito em preparo. Claro que sabíamos que os tomates estariam a postos caso entrássemos pretensiosos e calculados demais, afinal não se invade facilmente um terreno tão consagrado e aguardado como uma plateia do The Cure. Não falar nada ao microfone além das canções foi proposital. Acho que o fato de estarmos ali com a bênção de Mr. Smith ajudou a plateia e o artista. Mesmo assim, preparamos um setlist mais “upbeat”, pra animar mesmo, adivinhando o que “cureheads” gostariam de ouvir. Como disse o Nunes (baixista da Laut), “um setlist one-two-three-four!”. Os aplausos levemente acima da neutralidade após a primeira música foram suficientes pra saber que havíamos quebrado o gelo, e a empolgação progressiva nas músicas seguintes foi nos certificando que estava funcionando. Já na segunda música, sabíamos que nosso plano daria certo. Estávamos muito ensaiados e isso nos deixou livres pra curtir a própria performance sem receios. Acho que o público percebeu, e o final foi sensacional.

    73100_10152715849800268_2143067929_n
    Qual a importância de um serviço como o do CD Baby para uma banda independente?

    R: Assim que soubemos que abriríamos pro Cure, nos demos conta do tamanho da exposição e corremos à internet para achar formas de disponibilizar nosso material de forma digital. Tínhamos receio de perder a oportunidade de sermos ouvidos por quem quisesse consumir nosso som. Achamos a CD Baby, nos inscrevemos e, hoje, qualquer pessoa pode baixar nossa música de seu iPhone ou Android apenas digitando uma senha. Isso era impensável há relativamente pouco tempo. Me fez lembrar de quão difícil foi colecionar os álbuns do Cure em vinil, garimpados em lojas especializadas, pois eram importados, raros e por isso caros. Tinha o seu charme, mas isso significa que poucos podiam conquistar os canais de distribuição daquele jeito. Acho que veremos o resultado disso em algumas semanas, mas a velocidade com que conseguimos disponibilizar nosso material para potencialmente qualquer smartphone ou PC do mundo (dois dias) foi inacreditável. No quesito distribuição, o que mais um artista independente pode querer?

    536620_10152692887850268_568258587_n
    Ouça o som do Lautmusik:

    Fotos: Fabricio Vianna

  • Pré-venda do iTunes para Artistas CD Baby

  • Com mais de 28 milhões de faixas em seu catálogo, 25 bilhões de músicas vendidas e bilhões de dólares em receita anual, não é nenhum segredo que o iTunes ainda é o grande jogador no jogo de música digital. E nós temos uma boa notícia: os artistas do CD Baby poderão deixar sua música disponível para pré-venda no iTunes.

    Veja então como você sendo um artista independente pode usar este serviço através do CD Baby e não se preocupe, pois como nós entregamos diretamente para iTunes Store, a qualidade de suas músicas estão garantidas:

    O que é uma pré-venda iTunes?

    Uma pré-venda iTunes permite que os seus fãs façam um pedido de música no programa antes do seu lançamento. Em seguida, na data de lançamento oficial, os clientes que fizeram a pré-compra receberão um download automático da música em seu iTunes. Todas as pré-vendas serão creditadas na data de lançamento oficial do disco, de modo que quanto mais números você alcançar durante a pré-venda, maior será o seu número no ranking de vendas no dia do lançamento oficial.

    Artistas que têm álbuns com 11 ou mais faixas também são elegíveis para escolher uma “gratificação instantânea”?

    O iTunes poderá deixar uma faixa disponível como “amostra” na data em que a sua pré-venda começar. A música de gratificação instantânea estará disponível para compra como parte do álbum de pré-venda, o que significa que qualquer cliente do iTunes pode comprar esta faixa ou baixar instantaneamente quando comprar o seu álbum completo, durante o período da pré-venda. Ela deve acontecer de 1 a 4 semanas antes da data de lançamento oficial, definida na sua conta de membro no CD Baby. Caso queria ser elegível para pré-venda, a sua “Data de Lançamento” também deve ser de pelo menos 30 dias no futuro.

    Por que você quer fazer a sua música disponível para pré-venda no iTunes?

    Bem, se a mais recente campanha promocional de Justin Timberlake diz alguma coisa, uma pré-venda no iTunes é uma ótima maneira de alavancar as suas vendas, dando um extra de 4 semanas para criar “barulho no mercado” antes de o álbum completo realmente sair. Como o iTunes é a principal loja de música, estas quatro semanas podem ter um grande impacto em suas vendas.