Tendências Musicais de 2020: para onde o mercado está indo?

Como vencer no ano que acaba de começar: as tendências da música em 2020!

Tendências Musicais de 2020: Para Onde o Mercado Está Indo?

Por Harley Burn

Todo mundo compartilhou os dados de 2019 no Spotify, com os artistas mais ouvidos, as músicas mais tocadas e os podcasts que cada um consumiu durante o ano. E agora estamos no começo de uma nova década. Os artistas estão coçando suas cabeças e se perguntando como o mercado, produção e composição musical vão evoluir no próximo ano.

Conforme as tendências vão surgindo e se disseminando, talvez você nem precise mudar muito sua vida profissional para surfar na próxima onda. Talvez só precise se adaptar um pouco ao jeito moderno de ouvir música.

As maiores tendências musicais de 2020, para você ficar de olho

2019 já adiantou algumas mudanças grandes no campo da música, desde o consumo até a produção, e elas só tendem a aumentar no ano que começa.

1. As músicas estão ficando cada vez menores.

Em 2019, a duração média das faixas do Top 40 foi de três minutos e sete segundos. São 30 segundos a menos do que no ano anterior. Isso é um reflexo direto do streaming e da descoberta de músicas por playlists. Consequentemente, músicas pop tradicionais tiveram sua estrutura renovada, para diminuir as chances de o ouvinte pular logo nos primeiros segundos, já que tem mais 52 artistas na mesma playlist para ouvir.

Você deveria diminuir suas músicas por causa de playlists?

De um ponto de vista de negócios, diminuir a duração das suas músicas pode ser a decisão mais esperta. A não ser que você seja a banda TOOL, que teve o terceiro álbum mais buscado de 2019, os fãs não vão aguentar músicas muito longas.

Mas nem toda esperança está perdida. Músicas adaptadas para playlists podem atrair os ouvintes para conhecer suas outras canções.

Mas se você sentir que diminuir suas músicas é sacrificar sua integridade artística, a solução é simples: não diminua a duração de nenhuma das suas músicas.

2. Gêneros musicais estão virando coisa do passado.

Nelly e Tim McGraw podem até ter sido os primeiros artistas de hip-hop e de country que misturaram seus estilos com outros e chegaram ao número 1 das paradas, mas em 2019 a gente viu o Lil Nas X bater recorde depois de recorde. Pessoas da produção do Grammy discordaram que o álbum dele, “Old Town Road”, pudesse se encaixar na parada de Country da Billboard, por mais que fosse o estilo musical em que o álbum estava listado. Mas mesmo assim, a música foi um sucesso estrondoso e duradouro.

Então como eu devo categorizar minhas músicas?

“Old Town Road” preenche muitos dos pré-requisitos da música country, mas ao mesmo tempo também tem um groove de hip-hop e um sample da banda Nine Inch Nails. Há muitas músicas country com lógica parecida, entretanto, por que esses outros artistas não ficam sendo tão analisados sobre o estilo que têm? A resposta é cultura.

“Ela nem é dessa escola,” já diria Damian em “Meninas Malvadas”.

Para ganhar a aprovação do mundo do country, “Old Town Road” contou com uma série de remixes inusitados, com participações de gente tipo Billy Ray Cyrus e Diplo. Essa música híbrida alcançou um sucesso enorme, recebeu várias indicações ao Grammy e ganhou vários no prêmio de country CMA Awards.

Os artistas estão arriscando mais.

Lil Nas X ainda está para lançar outra música com pegada mais country.  Ele trafega por vários outros estilos, o que é uma coisa admirável. Outros artistas, como Tyler, the Creator recentemente lançaram álbuns com misturas de estilos.

As pessoas se importam mais com cultura do que com o estilo musical, ainda mais no hip-hop e isso é uma indicação do caminho que o mercado de música está tomando. Artistas como Bowie e PJ Harvey merecem todo o reconhecimento por terem misturado estilos, mas ainda há barreiras a serem quebradas.

3. Os anos 1980 voltaram com tudo.

Já fazia tempo que essa volta se anunciava, com o retorno do funk. E parece que neste ano novo os anos 80 vão voltar com tudo, tanto na estética quanto no som. Graças a alguns artistas pop, reverberações e sintetizadores devem voltar a ser ouvidos em todo lugar.

Será que você deveria surfar nessa onda?

Vale a pena pensar nisso: melhor mudar de estilo para tentar aproveitar uma tendência, ou é melhor apostar nas suas armas? O mercado da música recompensa diversidade mais do que nunca. É só olhar para estrelas do pop tipo The Weeknd, Billie Eilish e Charlie Puth, que se aproximaram um pouco desse estilo, mas mantiveram cada um sua alma.

Para mim, o espírito dos anos 1980 é o experimentalismo, e não um som em si.

4. As vendas de música em formato físico estão em baixa

Se você só puder fazer uma ação desta lista, que seja: fazer upload das suas músicas no Spotify e no Apple Music AGORA.

De acordo com o relatório da Nielsen em 2019, o Mid-Year Report,  o streaming é responsável por 78% do consumo de música. Discos de vinil, entretanto, estão em alta, com aumento de 9.6% nas vendas, comparado ao ano anterior. Uma ideia é colocar CDs e discos de vinil em pacotes com outras mercadorias da sua banda, tipo camisetas, já que a venda de discos em pacotes com outros produtos agora também é contabilizada nas paradas.

Distribuir sua música online, é muito fácil. Você não tem nada a perder, e tudo a ganhar.

5. A tecnologia está mudando a divulgação de música — e bem rápido.

Se você acha difícil acompanhar todas as plataformas musicais, as tecnologias e os aparelhos que surgem, é porque é difícil mesmo. O jeito que a gente descobre e consome música está mudando diariamente.

O mercado crescente do streaming ao vivo.

O YouTube já está por aí há bastante tempo, e continua sendo o rei do conteúdo. Mas, conforme essa plataforma vai ficando saturada e com anúncios demais, os criadores de conteúdo se esforçam para se conectar com seus fãs de uma maneira mais pessoal. E é aí que entram sites de streaming ao vivo, tipo Twitch e Mixer.

Eles são mais populares para quem gosta de assistir gente jogando videogame ao vivo em streaming, mas o Twitch também serve a músicos de todos os tipos e alcances. Você pode ser um novato ou uma estrela da música eletrônica, tipo o Deadmau5, e de ambos os jeitos vai poder entrar em contato com fãs que vão se conectar com o trabalho que está lançando lá, ao vivo. E esse público pode virar seu fã e te seguir por anos.

O melhor momento para ser músico é agora

Ficar prestando muita atenção às tendências pode te deixar otimista ou estressado. Mas sejamos esperançosos. Olhar para o geral e tentar ficar à frente dos outros artistas pode ser assustador, mas lembre que muitas das estrelas que você admira já estiveram no seu lugar. Não esquente muito a cuca com a pergunta “para onde o mercado fonográfico está indo?”

Continue com sua paixão, persistência e uma ajudinha da CD Baby, para que 2020 seja o ano em que você vai ganhar destaque na música!

 


9 Comentários

  1. Pingback : Tendências Musicais de 2020: Para Onde o Mercado Está Indo? – Agnaldo Rangel

  2. brendabzeni@gmail.com'
    by Brenda Zeni on fevereiro 5, 2020  19:18 Responder

    Legal. Algumas coisas eu tinha previsto, como o tamanho das músicas e não se prender muito a gêneros.

  3. luisserafimjr@gmail.com'
    by Luis on fevereiro 10, 2020  17:23 Responder

    Com relação à distribuição de CDs, quantas cópias recomenda-se distribuir pra começar? Qtas cöpias por loja? Posso escolher as lojas?

    • erikap@cdbaby.com'
      by Erika Parr on fevereiro 13, 2020  10:37 Responder

      Oi Luis, tudo bem? Tudo depende de onde você se encontra em sua carreira no momento. Se você estiver apenas iniciando sua jornada como músico ativo, definitivamente te aconselhamos a investir mais na versão digital do seu projeto, já que este é um mercado em ascensão. Agora, se você já possuir uma base de fãs fiel e devota ao formato físico, então sim faz sentido investir em CDs. A quantidade depende de o quão grande é a sua base de fãs. Boa sorte!

  4. davidmachados@outlook.com'
    by David Machado on fevereiro 27, 2020  09:48 Responder

    "As vendas de música em formato físico estão em baixa"

    Concordo: Realmente não há tanta procura igual alguns anos atrás.
    Mas elas ainda movimentam o mercado, não se tornou obsoleto.
    Creio que o "Compact Disc" não vai sumir tão rápido assim.
    Certo, a forma de consumir musica está mudando,
    porém não podemos dizer que ainda não é lucrativo.
    Vejamos, grandes nomes da música como Beyoncé, Paul Mccartney ,Taylor Swift e Rihanna e Adele, vendem seus disco em formato FÍSICO e em Vinil.
    Ninguém nunca esperou que o VINIL iria voltar e voltar com tanta força.
    Nem que seja pra agradar seus poucos seguidores, os artistas menores devem ter o formato físico.
    Já perdi a conta da quantidade de artista que descobri porque alguém estava ouvindo no radio o CD.
    Eu me apaixonei pelo som e tentei o máximo conseguir me conectar a eles no formato digital, porém, alguns não estavam no Streaming.
    Então, fiquei só na alegria de ouvir no carro e no rádio / Home Theater em casa, uma sensação que não consigo descrever.
    Eu sou muito fã do Streaming porque sou conectado a tecnologia, mas muitas pessoas ainda preferem o modelo antigo. Então ignorar estes fãs, é um error sem dúvida.

    Sobre a questão de quantidade de CDs para produzir:

    Recomendo deixarem disponível umas 300 copias e apresentem em seus show e eventos.
    Caso venda muito ou pouco, sempre apresente seu disco.
    Lembre de presentar seu fã também.

    • erikap@cdbaby.com'
      by Erika Parr on fevereiro 27, 2020  13:45 Responder

      Oi David, tudo bem? Muito obrigada por visitar e deixar sua opinião. Estamos de acordo! O físico não vai morrer, mas o streaming é o formato dominante neste momento. Um abraço!

  5. luismariapintos@gmail.com'
    by Luis on agosto 3, 2020  14:25 Responder

    Olá. Muito legal essas dicas. Parabéns!!

    • erikap@cdbaby.com'
      by Erika Parr on agosto 10, 2020  09:41 Responder

      Obrigada, Luis! Um abraço!

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