7 tipos de singles para você lançar em 2021!

 

Nós estamos vivendo na era dos singles

Conforme o streaming de música foi ganhando força na última década, ele levou consigo o formato de single. Um álbum mostra que o artista ou a artista está comprometido com sua arte, sim, mas o single digital é mais importante do que nunca para artistas.

Os singles são ainda mais úteis para artistas em início de carreira, porque é a opção para fãs que não querem dedicar 45 minutos do seu tempo para um menu degustação de músicas novas, e se contentam com um aperitivo de três minutos. É ideal para as pessoas que querem descobrir qual é a sua, e nove entre cada dez consumidores de música tendem a preferir essa porção menor.

Mas existem muitos jeitos de se lançar um single, além de só lançar uma música como amostra grátis de um álbum que vem por aí. E também há muitos outros motivos para você lançar um single. O maior deles? As plataformas de streaming tendem a recompensar os artistas que lançam músicas novas com frequência.

Não espere um ou dois anos entre o lançamento de uma música e de outra. Quanto mais músicas você lançar, maiores as chances de conseguir entrar em playlists editoriais de uma plataforma como o Spotify, e também de figurar em playlists criadas por algoritmos, como a Release Radar. Mas é claro, o mais importante aqui continua sendo a qualidade do seu som!

Lançar singles com alguma frequência também vai permitir que você crie uma conexão com o seu público, e que não perca o destaque das plataformas de streaming (que recompensam quem lança com frequência).

Eis sete tipos de single que você pode lançar em 2021, e dicas de como agir com cada um deles:

1.O single principal

Sim, a gente acaba de comentar que existem OUTROS tipos de single, mas este continua sendo o maior de todos. Você acabou de gravar, mixar e masterizar seu álbum. Talvez ele até seja o seu primeiro álbum. Escolha uma música desse álbum que você ame. É claro que suas músicas são como seus filhos, e é difícil dizer qual é o melhor, mas você sabe que lá no fundo tem uma canção predileta. Escolha essa, e lance ela por conta própria, com uma arte massa para usar como capa, uma imagem que seja diferente da capa do álbum. Dê ao seu público um primeiro gostinho do que vai ser o álbum, e deixe eles com gosto de quero mais.

Saiba como planejar a sua produção musical – um guia completo.

2.O single secundário

E é neste momento que você dá outro gostinho para o seu público. O single secundário pode ser sua segunda canção predileta do álbum (você tá ligado que também tem uma, né?), ou pode ser uma música bem diferente da primeira que lançou. Se o primeiro single for porradão, talvez valha a pena você escolher uma música mais relaxada e dinâmica como single secundário. Isso vai mostrar aos seus ouvintes que você é dinâmico ou dinâmica. Quem não ama variedade nas músicas que escolhe? Ou você também pode escolher uma segunda música pancadona e deixar todo mundo no chão de uma vez.

Nota de rodapé: se você ainda não terminou um álbum do qual pode tirar um single principal e um single secundário, você pode também fazer o trajeto inverso do trabalho. Gravar e lançar singles, e depois juntá-los em um EP ou um LP.

3.A faixa inédita de estúdio

Digamos que 10 músicas entraram no seu álbum. Isso pode significar que algumas outras ficaram de fora porque não se encaixavam perfeitamente na sequência que você queria montar, na história que queria contar com o álbum. Escolha suas faixas prediletas que não entraram no álbum e as lance uns meses depois do álbum ter saído. Isso vai ajudar a manter o interesse no seu som, e também é um jeito econômico de lançar músicas novas (pelo menos para os seus fãs), que dialogam com um produto que você ainda está divulgando. A faixa que não foi lançada já podia estar pronta, mofando no chão do estúdio. Talvez ela até já tenha sido masterizada, e esteja prontinha. Então, por que não aproveitar?

4.Remixes autorizados

Em um outro artigo, nós recomendamos que você faça faixas “stem” das suas músicas, para ajudar os DJs que quiserem trabalhar com elas. E isso tem um motivo. Quando você isola os sons de alguns instrumentos, batidas e vocais da sua música, está facilitando a vida de quem quiser fazer um remix dela. E remixes são uma coisa boa. Um remix autorizado, feito por um DJ ou artista de música eletrônica pode levar seu som para um grupo de pessoas muito maior do que os seus fãs de sempre. Esses DJs têm seus seguidores, que adoram ouvir versões novas de músicas que eles nunca tinham ouvido antes. Se eles curtirem o remix, é capaz que eles possam ir atrás da faixa original, para comparar as duas. E todo mundo ganha streams!

Você não curte remixes? Qualquer outro tipo de colaboração com outros compositores ou artistas vai te ajudar a chegar até novos públicos. Então vale convidar um outro artista para um feat, ou até fazer uma parceria com outro artista primário em uma música. Só não se esqueça de preencher os metadados da maneira certa!

5.Versões acústicas

Os fãs amam quando seu artista predileto tem várias facetas. Caraca, é só pensar que a Taylor Swift conseguiu ir de rainha do pop para compositora autoral, de um álbum para o outro. Se ela conseguiu gravar uma hora de versões acústicas das músicas dela, você também vai conseguir fazer uma versão do seu maior sucesso, mas sem os instrumentos e efeitos eletrônicos. O Acústico MTV foi um sucesso por algum motivo: porque a gente adora escutar músicas que já conhecemos em novas roupagens. Uma versão acústica vai jogar luz em aspectos da sua composição e do seu arranjo que a distorção eletrônica pode… distorcer. E se você não curte acústicos, experimente outras alternativas. Talvez reduzir a parte mais cheia de efeitos do seu hit a um baixo e uma bateria?

Não está com tempo para gravar uma versão nova em folha? Brinque com as faixas da música que você já gravou, mude a mixagem. Mexa com os níveis de volume. Coloque alguns instrumentos no mudo. Aproveite o que você já tem, e de repente você pode ter uma música nova só usando uma música velha.

6.Versões demo ou ao vivo

Quem não curte uma música que ainda está num estado um pouco bruto? Os fãs de música adoram seguir o processo criativo, e conhecer versões que precederam a final e mais bem-acabada. Lance uma versão demo de um single, e permita que seus fãs vejam como aquele hit foi feito.

Você não curte muito a ideia de expor suas músicas meio inacabadas? Então lance uma versão ao vivo, em vez disso. Versões ao vivo conseguem capturar a espontaneidade que rola num show, só que no conforto da sua casa. Só garanta que a gravação seja decente. Ninguém tá a fim de ouvir uma gravação ruim, em que dá para ouvir o público falando em cima da música.

7.Covers

Um artista ou uma artista novos não precisam só lançar música nova. Mesmo depois de você ter provado para o mundo que consegue compor, gravar um cover é um ótimo jeito de mostrar o que te influenciou. Covers mostram de onde veio o seu som, mas também indicam para onde você pode estar indo. Grave a música de um artista ou de uma artista que te levou a amar o ofício e mostre para a galera.

Ou, ainda mais legal, grave uma música de alguém que te influencia hoje em dia, e que pode ser uma inspiração para seu próximo trabalho. Esse lançamento pode até servir como uma dica de o que você vai lançar em breve. É tipo um Easter Egg, aquelas pistas ocultas em filmes e séries, que os fãs vão poder entender depois que suas próximas músicas forem lançadas. Olha para a frente, mas olhe com estilo!

Agora que demos algumas ideias de singles, e de como lançá-los, está na hora de colocar as ideias em prática. O mundo anda precisando de música mais do que nunca!